Lavos: um turismo em autocaravana estruturado, respeitador e benéfico para o território
Hoje há outro tipo de autocaravanistas: pessoas que chegam, utilizam os serviços, respeitam e seguem viagem. Os que protestaram foram aqueles que estavam habituados a considerar este espaço como deles há muitos anos.
Ficámos 100% satisfeitos com a parceria.
José Coelh, Susana Carreira, Joaquim Cunha : Eleitos do Conselho Paroquial de Lavos 2021–2025
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De uma forma geral, como é que vê o turismo na região de Lavos? Qual é o perfil típico dos turistas? Habitualmente esta região é visitada por autocaravanistas?
Sim, esta zona é muito visitada por autocaravanistas. Tive a experiência de executivo durante 8 anos e, aqui especificamente na Costa de Lavos e também na Figueira da Foz, existem outros parques de caravanas. Notamos uma grande afluência deste tipo de turismo itinerante.
Aqui na costa havia sempre muitas autocaravanas. Aliás, o parque atualmente explorado pela Camping-Car Park estava sempre lotado, porque há muita procura. O local tem condições excelentes: a praia está perto e, à volta, há muita oferta, nomeadamente a Figueira da Foz e outros pontos de interesse. Por isso, notamos que existe uma procura muito elevada.
Como era a situação do estacionamento das autocaravanas antes da Camping-Car Park assumir a gestão?
Era um estacionamento selvagem, sem qualquer tipo de controlo. Cada um fazia o que queria. Havia caravanas que ficavam aqui seis meses, e até um ano. Algumas pessoas marcavam espaços com objetos.
Eram pessoas que vinham do interior e diziam que contribuíam para a economia local, mas na verdade não desenvolviam nada. Vinham carregadas com tudo e faziam aqui férias gratuitas. Foi um grande passo para a junta de freguesia e para a Camping-Car Park trazer turismo com regras e respeito para quem aqui vive.
Hoje, as pessoas com quem conversamos estão satisfeitas com a obra e com o serviço prestado à comunidade e aos autocaravanistas.
O tipo de caravanismo promovido pela Camping-Car Park é vocacionado para um turismo mais cultural, em que as pessoas se interessam não só por estacionar, mas também por descobrir o que existe à volta.
Vemos muitos autocaravanistas com máquinas fotográficas, a passear e a explorar a região. Queremos que sirvam como promotores das regiões, pois são dos melhores embaixadores.
Como decorreu a implementação da solução?
De uma forma geral, foi fácil. A junta tinha um parque que era praticamente um parque de campismo selvagem. Fez-se o processo, avançou-se com a construção e hoje o feedback é muito bom.
Nunca houve problemas com o sistema de controlo de acesso. Tudo decorreu de forma tranquila.
O feedback tem sido positivo tanto por parte dos autocaravanistas como dos habitantes. Os habitantes estão satisfeitos porque já não se preocupam com o que viam antes.
Hoje há outro tipo de autocaravanistas: pessoas que chegam, utilizam os serviços, respeitam e seguem viagem. Os que protestaram foram aqueles que estavam habituados a considerar este espaço como deles há muitos anos.
Ficámos 100% satisfeitos com a parceria.
Que conselhos dariam a outras juntas ou municípios?
Já recomendei a vossa empresa a outros colegas. Algumas freguesias vizinhas estão a sofrer com o caravanismo selvagem.
No início parece bonito criar um espaço livre, mas rapidamente se torna impossível tolerar os abusos. É insustentável.
Ordenar o espaço e implementar um sistema pago elimina esses abusadores. Existem vários tipos de autocaravanistas: os que respeitam, os que têm menos cuidado e os selvagens, que acham que tudo deve ser gratuito.
Quem quer um sítio ordenado e que promova a sua região, nada melhor do que uma solução como esta.
O serviço que vocês prestam também ajuda a divulgar locais a visitar. Disponibilizam informação turística e isso faz falta em Portugal.
Superou as expectativas, pelo menos do nosso ponto de vista.